| Escrito por Davyson Demmer |
A falta de educação financeira do país influencia no desempenho dos indivíduos? A questão que este texto propõe é tratar e busca um significado / resposta sobre o que se diz respeito às atuações do setor público e sua relevância em relação aos indivíduos que como eu ou você estamos subordinados e vivendo sob um contrato social firmado com um Estado que se compromete com o bem-estar do seu cidadão.
As irresponsabilidades praticadas por maus gestores do dinheiro público seria uma forma de propagar de maneira indesejável o mau andamento das instituições que de uma forma ou de outra influencia nos planos dos simples mortais que geralmente só são lembrados com carinho pelos governantes no período de eleições, para que estes possam satisfazer os mesquinhos interesses de privilégio à uma classe que não se importa com os interesses de uma maioria de excluídos e que nem sequer apresentam as mínimas condições de lutar pelos seus direitos. Os maus gestores da máquina pública que são escolhidos por estes excluídos fazem parte de um círculo vicioso que não consegue parar de se alimentar da demagogia de uma elite que não consegue estabelecer relações harmônicas além dos muros de suas blindadas residências.
Somente a educação pode servir como uma forma de acabar com essa pilhéria praticada por todos os membros da sociedade brasileira. Pessoas de todas as vertentes políticas, desde a esquerda até a ultra-direita neoliberal apontam a questão educacional como o fator prioritário dos investimentos para solucionar os problemas de atraso e estagnação em que se encontra o povo brasileiro. Não consigo enxergar a educação como prioridade nas políticas de investimento do orçamento da união, uma vez que não se investe nem 10% do Produto Interno Bruto nessa área, além de que quase todos os projetos de alguma preocupação com o assunto são barrados ou ignorados por um Congresso Nacional que tem que ficar resolvendo problemas de corruptos que não conseguem executar as tarefas a eles designados. A corrupção aliada à má- gestão do orçamento provoca um desequilíbrio macroeconômico que afeta direta ou indiretamente todos os membros decentes da sociedade, evidentemente não incluímos aqueles que por um lapso psicológico antiético se desviam dos bons procedimentos para realizar em seu beneficio privado o que seria dedicado ao público, que são muitas vezes atormentados por charlatães que juram de pés juntos que cumprirão uma séries de projetos propostos a cada eleição que ocorre. Acredito que Adam Smith estivesse equivocado quando afirma em seu livro “Teoria dos Sentimentos Morais” que os vícios privados garantem os benefícios públicos. A máxima do pai do liberalismo cai por terra quando analisamos que o egoísmo exacerbado levou o capital a estabelecer relações de domínio e subjugação a um enorme contingente humano que não tem a oportunidade de estabelecer uma relação de disputa igualitária com os detentores dos meios de produção e se vêem forçados a trabalharem por uma migalha da produção realizada com o esforço coletivo. O mau andamento das finanças públicas provocado pelo descontrole geral afeta diretamente nos investimentos sociais que tanto necessitam de urgência de serem feitos. É inadmissível que o Estado Nacional se endivide para satisfazer uma população de financistas que brincam com o lado fictício da economia e não realizam os investimentos necessários à produção e desenvolvimento nacional. O interesse do capital financeiro internacional muitas vezes se sobrepõe ao interesse de evolução social que se encontra internamente. Essa relação é que estabelece o prejuízo para o pequeno cidadão que com as suas finanças pessoais necessita que ocorra um bom desempenho nacional que gere riqueza para que esta possa ser distribuída adequadamente a um número de pessoas não apresentam uma saúde financeira adequada, o que acaba contaminando os usuários do sistema financeiro nacional. O bom andamento de nossas finanças pessoais está ligado diretamente ao bem estar geral dos indivíduos que compõem a sociedade, que por sua vez está associado a um Estado que respeita seus cidadãos não apenas com o discurso mas sobretudo com ações que demonstrem o comprometimento com os objetivos da sociedade, ou seja, a realização moral e ética dos anseios tradicionais das civilizações precedentes que se caracteriza pela busca da felicidade e evolução pessoal.
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Comentários
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